São Paulo / SP - segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Atualidades

BMJ: chocolate pode ajudar a reduzir em até 37% as doenças cardiovasculares e em cerca de 29% os acidentes vasculares cerebrais   UA-48561360-3

Trabalho publicado no British Medical Journal (BMJ) relata que os maiores níveis de consumo de chocolate foram associados a uma redução de 37% na doença cardiovascular e uma redução de 29% no acidente vascular cerebral1 em comparação com os níveis mais baixos de consumo. Os pesquisadores alertam que novas pesquisas são necessárias para confirmar tal hipótese.

Uma meta-análise avaliou o risco de desenvolver transtornos cardiometabólicos, incluindo a doença cardiovascular (doença coronariana2 e acidente vascular cerebral1), diabetes mellitus3 e síndrome metabólica4, comparando o nível mais alto e o mais baixo de consumo de chocolate.

Fontes de dados do Medline, Embase, Cochrane Library, PubMed, CINAHL, IPA, Web of Science, Scopus, Pascal, dentre outras listas de referência de
estudos relevantes foram utilizadas, assim como ensaios clínicos randomizados e estudo de seleção de coorte5, caso-controle e
estudos seccionais realizados em adultos humanos, em que a associação entre consumo de chocolate e o risco de resultados relacionados a distúrbios cardiometabólicos foram avaliados.

De 4.576 referências, sete estudos preencheram os critérios de inclusão (incluindo 114.009 participantes). Nenhum dos estudos era randomizado, seis estudos eram de coorte5 e um era transversal. Grande variação foi observada entre estes sete estudos em relação à medição do consumo de chocolate, aos métodos utilizados e aos resultados avaliados. Cinco dos sete estudos relataram uma associação benéfica entre os níveis mais elevados de consumo de chocolate e o risco de doenças cardiometabólicas. Os maiores níveis de consumo de chocolate foram associados a uma redução de 37% na doença cardiovascular e uma redução de 29% no acidente vascular cerebral1 em comparação com os níveis mais baixos de consumo.

Com base nas evidências observacionais, os níveis de consumo de chocolate parecem estar associados a uma redução substancial no risco de desenvolver distúrbios cardiometabólicos. Novos estudos experimentais são necessários para confirmar o efeito potencialmente benéfico do consumo de chocolate.

Fonte: BMJ de 29 de agosto de 2011

 

 

Anvisa: venda de antibióticos agora apenas mediante receita de controle especial em duas vias

Com o objetivo de ampliar o controle sobre os antibióticos e contribuir para a redução da resistência bacteriana, a Anvisa colocou em vigor as novas regras para venda desses produtos neste domingo (28/11). Agora farmácias e drogarias de todo o país só podem vender antibióticos mediante receita de controle especial em duas vias. A primeira fica retida no estabelecimento farmacêutico e a segunda deve ser devolvida ao paciente com carimbo para comprovar o atendimento.

As receitas também terão prazo de validade de dez dias, devido às especificidades dos mecanismos de ação dos antimicrobianos. Os prescritores devem estar atentos para a necessidade de entregar, de forma legível e sem rasuras, duas vias do receituário aos pacientes.

As medidas valem para mais de 90 substâncias antimicrobianas, que abrangem todos os antibióticos com registro no país, com exceção dos que tem uso exclusivo no ambiente hospitalar.

As embalagens e bulas também terão que mudar e incluir a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA - SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA”. As empresas terão 180 dias para fazer as adequações de rotulagem.

Todas as prescrições deverão ser escrituradas, ou seja, ter suas movimentações registradas no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC). O prazo para que as farmácias iniciem esse registro e concluam a adesão ao sistema também é de 180 dias, a partir da data de publicação da resolução.

NEWS.MED.BR, 2010. Anvisa: venda de antibióticos agora apenas mediante receita de controle especial em duas vias. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/pharma-news/112102/anvisa+venda+de+antibioticos+agora.htm>. Acesso em: 11 dez. 2010.

 

 

The Lancet: baixas doses de aspirina podem reduzir o risco de câncer de cólon


O uso de baixas doses de aspirina por longos períodos diminui  incidência e amortalidade do câncer colorretal, mostrou um estudo com seguimento de 20 anos, publicado no periódico The Lancet.

O uso de aspirina por uma média de seis anos reduziu a incidência do câncer de cólon em um quarto, durante cerca de 18,3 anos de seguimento dos pacientes envolvidos no estudo, de acordo com Peter M. Rothwell e colaboradores da Universidade de Oxford, na Inglaterra.

Além disso, o risco de morte pela doença caiu em um terço, como publicado no periódico The Lancet. A redução na incidência do tumor ficou restrita a tumores localizados no cólon proximal e o uso de aspirina não foi associado à redução do câncer retal.

Outro achado importante do estudo, de acordo com os autores, é que uma dose de 75 mg de aspirina diariamente é tão efetiva na prevenção de doenças quanto doses mais altas e que a redução na mortalidade é “estatisticamente robusta e clinicamente importante”.

No entanto, os autores alertam para as consequências gastrointestinais que o uso do medicamento pode acarretar. O presente estudo avaliou homens com riscos cardiovasculares em uso de aspirina e os achados não podem ser estendidos para mulheres ou homens sem estes riscos.  Novas pesquisas precisam ser realizadas para endossar os resultados.

Fonte: The Lancet

NEWS.MED.BR, 2010. The Lancet: baixas doses de aspirina podem reduzir o risco de câncer de cólon. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/medical-journal/91827/the+lancet+baixas+doses+de+aspirina.htm>. Acesso em: 11 dez. 2010.


Excesso de raios-X expõe pacientes a risco
Brasileiros recebem mais doses de radiação em exames desnecessários, mostram cinco estudos feitos em hospitais

Especialistas criam comissão para tentar aumentar o nível de segurança em radio, tomo e mamografias

 

CLÁUDIA COLLUCCI
DE SÃO PAULO

Pacientes brasileiros estão sendo expostos sem necessidade à radiação em exames de raios-X e tomografias.
A constatação é de pelo menos cinco estudos publicados nos últimos anos na revista científica "Radiologia Brasileira", que reúnem dados de hospitais de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas, Paraná e Pernambuco.
Segundo os pesquisadores, as razões vão desde um maior número de exames feitos sem necessidade a equipamentos radiológicos descalibrados e funcionários mal treinados sobre a dose de radiação mais adequada.
O problema é global e afeta principalmente países com níveis elevados de tratamento de saúde, segundo relatório da ONU divulgado no mês passado em Genebra.
Anualmente são feitos 3,6 bilhões de radiografias no mundo, um aumento de 40% em relação à ultima década. Em muitos países, a exposição radiológica médica já supera os casos de exposição por fontes naturais (radiação solar, por exemplo).
Radiologistas e físicos ouvidos pela Folha dizem que o Brasil segue a mesma tendência de aumento, mas não há estatísticas sobre o nível de exposição radiológica a que o paciente é exposto durante os exames.
Os poucos estudos referem-se a serviços de saúde isolados e usam diferentes metodologias.
Também são isoladas as iniciativas para se reduzir as doses de radiação. "Eu posso fazer uma tomografia de tórax com uma dose de 20 ou uma dose de 10 e chegar ao mesmo diagnóstico", diz Marcos Menezes, diretor da radiologia do Instituto do Câncer e do Sírio-Libanês.
Segundo ele, cada perfil de paciente (gordo, magro) exige uma dose diferente de radiação. "Mas muitos serviços adotam protocolos de doses altas porque, quanto maior a dose, melhor é a imagem."
O CBR (Colégio Brasileiro de Radiologia) acaba de criar sua primeira comissão de radioproteção, que vai elaborar diretrizes sobre o nível radiológico adequado em diferentes exames de imagem.
"É preciso difundir entre os médicos e a população que os exames que envolvem radiação ionizante só devem ser pedidos em caso de real necessidade", diz Sebastião Mendes Tramontin, presidente do CBR.

DOSES DE RADIAÇÃO
A medida tem apoio da Aiea (Agência Internacional de Energia Atômica), que coleta dados no país sobre as doses de radiação recebidas por pacientes em mamografias, radiologias pediátricas, de tórax e intervencionistas.
A exposição a níveis altos de radiação pode causar de lesões graves (queimadura e queda de cabelo) à morte. Mas isso dificilmente ocorre em um exame radiológico.
Outra possibilidade são os chamados efeitos estocásticos, em que a probabilidade de ocorrência de um câncer, por exemplo, é proporcional à dose de radiação recebida.
Porém, esses efeitos -que constam na literatura internacional- foram calculados a partir de dados obtidos com a população sobrevivente de Hiroshima. "Não sabemos em que dose isso pode acontecer em um exame. Por isso, diminuimos a dose ao menor valor possível para reduzir o risco", explica a física Helen Khoury, da Universidade Federal de Pernambuco.
Khory acrescenta: "O risco zero seria não fazer a imagem. Mas aí eu também não tenho a imagem." Muitos estudos dizem que o corpo humano tem a capacidade de restaurar o dano celular causado pela baixa radiação.
"Os benefícios obtidos com os exames radiológicos são superiores aos eventuais riscos da exposição à radiação", afirma Tramontin.
Uma portaria do Ministério da Saúde estabelece os níveis máximos de exposição à radiação para profissionais de saúde, mas exclui pacientes que passam por procedimentos radiológicos -por não existir um limite.
A boa notícia é que os novos tomógrafos já têm softwares que modulam a dose da radiação de acordo com o peso. "Assim, temos a certeza de que estamos usando a menor dose possível", diz o radiologista Márcio Garcia.

  

 

Caminhadas rápidas podem prevenir 10 mil casos de câncer de mama e intestino ao ano, segundo dados do The World Cancer Research Fund

Caminhadas rápidas podem prevenir 10 mil casos de câncer de mama e intestino ao ano, segundo dados do The World Cancer Research Fund

Segundo dados recentes do The World Cancer Research Fund (WCRF), cerca de 10 mil casos de câncer1 de mama e intestino poderão ser prevenidos a cada ano no Reino Unido se as pessoas fizerem mais caminhadas rápidas. Qualquer atividade física moderada que acelere o coração2 e faça você respirar mais profundamente pode trazer os mesmos benefícios à saúde.

Os dados sugerem que 45 minutos ao dia de exercícios moderados podem prevenir cerca de 5.500 casos de câncer1 de mama, e que 30 minutos de atividades moderadas, pelo menos 5 dias na semana, podem evitar 4.600 casos de câncer1 de intestino ao ano.

A equipe do WRCF reforçou que o mais importante é o tempo total de atividade. Você não precisa exercitar-se direto durante 45 minutos ao dia para alcançar estes benefícios. Caminhadas curtas que acelerem o coração2 também são benéficas.

A coordenadora, Dra. Rachel Thompson, disse que com pequenas mudanças na rotina diária é possível alcançar ganhos reais para a saúde. De acordo com o estudo, ainda que as atividades físicas não sejam realizadas diariamente, elas trazem melhorias.

Fonte: The World Cancer Research Fund

        

 

Como prevenir a hipertensão arterial?

Como prevenir a hipertensão arterial?

O que fazer para prevenir a pressão alta?

  • Controle do peso

Confira o seu índice de massa corporal1. Basta fazer o cálculo2 do seu peso em quilogramas dividido pelo quadrado da sua altura em metros. O resultado deve estar situado em um índice de massa corporal1 entre 20 kg/m² e 25 kg/m². E a medida da circunferência abdominal deve ser inferior a 102 cm para homens e 88 cm para mulheres.

Para manter o seu peso em uma faixa ideal, você deve seguir uma dieta hipocalórica balanceada orientada individualmente por um nutricionista3, evitando o jejum ou o uso de dietas "milagrosas", que causam mais danos ao organismo que benefícios. Esta dieta deve constituir-se de uma mudança em busca da ingestão de alimentos mais saudáveis que respeitem suas preferências.

O aumento de atividade física diária deve estar associado à mudança de hábitos alimentares. Esta prática deve ser orientada e estimulada por profissionais com treinamento específico e com prévia avaliação médica.

O uso de anorexígenos - remédios para emagrecer - não é aconselhável pelo risco de complicações cardiovasculares.

Esses objetivos devem ser permanentes, evitando-se grandes e indesejáveis flutuações do peso.

A perda de peso é muito importante, pois a diminuição de 5% a 10% do peso corporal inicial já é suficiente para reduzir a pressão arterial, além de estar relacionada à queda da insulinemia, à redução da sensibilidade ao sódio e à diminuição da atividade do sistema nervoso4 simpático. Mas o mais importante é a manutenção do peso alcançado com as mudanças de hábitos citadas acima.

  • Redução da ingestão de sal (cloreto de sódio)

Limitar a ingestão diária de sódio ao máximo de 2,4 g de sódio ou 6 g de cloreto de sódio (uma colher de chá). Esse total deve incluir o sódio contido nos alimentos naturais e manufaturados. O sal é considerado um fator importante no desenvolvimento e na intensidade da hipertensão arterial5. Sua restrição também está associada a uma redução da mortalidade6 por acidente vascular7 encefálico e regressão da hipertrofia8 ventricular esquerda (aumento da musculatura do ventrículo esquerdo do coração9).

Na prática, devem ser evitados alimentos enlatados, conservas, embutidos e defumados. Utilizar o mínimo de sal no preparo dos alimentos, além de evitar o uso de saleiro à mesa, durante as refeições. Para que o efeito hipotensor máximo da restrição salina se manifeste, é necessário um intervalo de pelo menos 8 semanas.

São exemplos de alimentos ricos em sal:

  1. Sal de cozinha (cloreto de sódio) e temperos industrializados;
  2. Alimentos industrializados10 (ketchup, mostarda, molho shoyu, caldos concentrados); Embutidos (salsicha, mortadela, lingüiça, presunto, salame, paio);
  3. Conservas (picles, azeitona, aspargo, palmito);
  4. Enlatados (extrato de tomate, milho, ervilha);
  5. Bacalhau, carne seca, defumados;
  6. Aditivos (glutamato monossódico) utilizados em alguns condimentos e sopas de pacote;
  7. Queijos em geral.
  • Aumento da ingestão de potássio

É recomendável que a ingestão diária de potássio fique entre 2 e 4g, contidos em uma dieta rica em frutas e vegetais frescos.

A ingestão do potássio pode ser aumentada pela escolha de alimentos pobres em sódio e ricos em potássio (feijão, ervilha, vegetais de cor verde-escuro, banana, melão, cenoura, beterraba, frutas secas, tomate, batata inglesa e laranja).

Existe a possibilidade de o potássio exercer efeito anti-hipertensivo, ter ação protetora contra danos cardiovasculares e servir como medida auxiliar em pacientes submetidos a terapia com diuréticos11 - que expoliam o potássio, desde que não existam contra-indicações.

  • Redução ou abandono da ingestão de álcool

O consumo excessivo de álcool eleva a pressão arterial, causa variações nos níveis pressóricos, aumenta a prevalência12 de hipertensão13, é fator de risco14 para acidente vascular7 encefálico, além de ser uma das causas de resistência a medicamentos anti-hipertensivos.

Para os hipertensos do sexo masculino que fazem uso de bebida alcoólica, é aconselhável que o consumo não ultrapasse 30 ml de etanol/dia, contidos em 60 ml de bebidas destiladas (uísque, vodca, aguardente, etc.), 240 ml de vinho ou 720 ml de cerveja. Em relação às mulheres e indivíduos de baixo peso, a ingestão alcoólica não deve ultrapassar 15 ml de etanol/dia - metade do preconizado para os homens. Aos pacientes que não conseguem se enquadrar nesses limites de consumo, sugere-se o abandono do consumo de bebidas alcoólicas.

  • Prática regular de exercícios físicos

Praticar exercícios físicos aeróbios por um período de 30 a 45 minutos por dia, três a cinco vezes por semana é um bom começo.

O exercício físico regular reduz a pressão arterial, além de contribuir para a diminuição do peso corporal e de ter ação coadjuvante no tratamento das dislipidemias, da resistência à insulina15, do abandono do tabagismo e do controle do estresse. Contribui, ainda, para a redução do risco de indivíduos normotensos desenvolverem hipertensão13.

O baixo nível de condicionamento físico está associado a maior risco de óbito por doenças coronarianas e cardiovasculares em homens sadios, independentemente dos fatores de risco convencionais.

Exercícios isométricos, como levantamento de peso, não são recomendáveis para indivíduos hipertensos. Pacientes em uso de medicamentos anti-hipertensivos que interferem na freqüência cardíaca (como, por exemplo, betabloqueadores) devem ser previamente submetidos a avaliação médica.

  • Suplemento de cálcio e magnésio

Manter ingestão adequada de cálcio e magnésio. A suplementação dietética ou farmacológica desses cátions ainda não tem embasamento científico suficiente para ser recomendada como medida preventiva.

A manutenção de ingestão adequada de cálcio é uma medida recomendável na prevenção da osteoporose16.

  • Combate ao tabagismo

O cigarro eleva agudamente a pressão arterial e favorece o desenvolvimento e as complicações da aterosclerose17 - doença crônica e degenerativa que leva à obstrução das artérias por depósito de gorduras em seu interior. A interrupção do fumo reduz o risco de acidente vascular7 encefálico - derrame18, de doença isquêmica do coração9 - infarto19, de doença vascular7 arterial periférica - trombose20 e de morte súbita.

A exposição ao fumo (tabagismo passivo) também deve ser evitada, pois o tabagismo é a mais importante causa modificável de morte.

  • Controle das Dislipidemias

A hipercolesterolemia21 - aumento do colesterol22 ruim no sangue23 ou LDL24-colesterol22 é um dos maiores fatores de risco cardiovascular. Os alimentos ricos em colesterol22 ou em gorduras saturadas25 são: porco (banha, carne, bacon, torresmo), carne de gado com gordura26 visível, lingüiça, salame, mortadela, presunto, salsicha, sardinha, miúdos (coração9, moela, fígado27, miolos, rim28), dobradinha, caldo de mocotó, frutos do mar (camarão, mexilhão, ostras), pele de frango, couro de peixe, leite integral, creme de leite, nata, manteiga, gema de ovo e suas preparações, frituras com qualquer tipo de gordura26, óleo, leite e polpa de coco, azeite de dendê, castanhas, amendoim, sorvetes, chocolate e derivados.

O HDL29-colesterol22 - conhecido como bom colesterol22 - quando está baixo, pode ser aumentado em resposta à redução do peso, à prática de exercícios físicos e à suspensão do hábito de fumar.

O aumento dos triglicerídeos deve ser tratado com medidas dietéticas, como a redução da ingestão de carboidratos simples e de bebidas alcoólicas. Quando necessário, recomenda-se o uso de fibratos, prescritos por seu médico. Entre os alimentos que aumentam os triglicérides30 estão todas as preparações que contenham açúcar31. Mel e derivados, cana de açúcar31, garapa, melado, rapadura, bebidas alcoólicas e todos os alimentos ricos em gordura26.

Como medidas dietéticas gerais recomenda-se aumentar o conteúdo de fibras da dieta, substituir os carboidratos simples (açúcar31, mel e doces) pelos complexos (massas, cereais, frutas, grãos, raízes e legumes), restringir bebidas alcoólicas, reduzir a ingestão de gorduras saturadas25, utilizando preferencialmente gorduras mono e poliinsaturadas na dieta.

  • Manejo da Intolerância à glicose32 e do Diabetes Mellitus33

Resistência à insulina15 e diabetes melito34 são condições freqüentemente associadas à hipertensão arterial5, favorecendo a ocorrência de doenças cardiovasculares35, principalmente coronarianas. Sua prevenção tem como base a redução da ingestão calórica, a prática regular de exercícios físicos aeróbios e a redução da ingestão de açúcares simples.

  • Menopausa36

A diminuição da atividade estrogênica - estrôgenio é um dos hormônios femininos - após a menopausa36 aumenta de duas a quatro vezes o risco cardiovascular. A reposição estrogênica após a menopausa36 não está contra-indicada para
mulheres hipertensas, pois tem pouca interferência sobre a pressão arterial. Converse com seu ginecologista sobre isto.

É importante lembrar que a reposição hormonal é contra-indicada para mulheres de alto risco cardiovascular. Como um pequeno número de mulheres apresenta elevação da pressão arterial, há necessidade de avaliação periódica da pressão após o início da reposição.

Devido ao aumento de risco de eventos coronarianos, cerebrovasculares e tromboembolismo37 venoso, a terapia de reposição hormonal não deve ser utilizada com o intuito de promover proteção cardiovascular.

  • Estresse oxidativo

Acumulam-se evidências de que o estresse oxidativo é um fator de risco14 relevante para doença cardiovascular, podendo associar-se com dieta hipercalórica e pobre em frutas e vegetais. A correção desse desvio alimentar pode minimizar esse risco. Todavia, a recomendação para suplementar antioxidantes requer evidências mais consistentes.

  • Estresse psicológico

A redução do estresse psicológico é recomendável para diminuir a sobrecarga de influências neuro-humorais do sistema nervoso4 central sobre a circulação38. Contudo, a eficácia de técnicas terapêuticas de combate ao estresse com vistas à prevenção e ao tratamento da hipertensão arterial5 ainda não está estabelecida universalmente.

Há evidências de possíveis efeitos do estresse psicossocial na pressão arterial relacionadas a "condições estressantes", tais como pobreza, insatisfação social, baixo nível educacional, desemprego, inatividade física e, em especial, aquelas atividades profissionais caracterizadas por altas demandas psicológicas e baixo controle dessas situações.

Técnicas de relaxamento, tais como ioga, biofeedback, meditação transcendental, tai chi chuan e psicoterapia, não são superiores a técnicas fictícias ou a automonitorização.

  • Medicamentos que podem aumentar a pressão arterial


Algumas medicações podem influenciar a sua pressão. Se você faz uso de algum dos medicamentos citados abaixo, converse com o seu médico. Ele saberá como você deve agir.

Anticoncepcionais orais, antiinflamatórios não-esteróides, anti-histamínicos e descongestionantes, antidepressivos tricíclicos, corticosteróides, esteróides anabolizantes, vasoconstritores nasais, carbenoxolona, ciclosporina, inibidores da monoaminoxidase (IMAO), chumbo, cádmio, tálio, alcalóides derivados do "ergot", moderadores do apetite, hormônios tireoideanos (altas doses), antiácidos39 ricos em sódio e eritropoetina.

  • Outras dicas de alimentação mais saudável

 

  • Recomenda-se aumentar o conteúdo de fibras da dieta (grãos, frutas, cereais integrais, hortaliças e legumes, preferencialmente crus).
  • Preparar as carnes de aves sem a pele e os peixes sem o couro, retirar a gordura26 visível das carnes vermelhas, evitar o uso de gorduras saturadas25 no preparo dos alimentos, dar preferência aos produtos desnatados e às margarinas cremosas.
  • São exemplos de óleos insaturados: soja, canola, oliva, milho, girassol e algodão, usar preferencialmente os três primeiros.
  • Evitar o uso de óleo de coco e dendê.
  • Evitar frituras. Ingerir alimentos cozidos, assados, grelhados ou refogados.
  • Preferir ervas, especiarias e limão para temperar os alimentos.

Note que os alimentos não são proibidos na sua dieta. Todos nós temos direito a um churrasquinho no final de semana, junto com os amigos. O que deve estar na sua mente é que é possível ficar bem com uma dieta mais equilibrada. O benefício para o seu organismo compensa o seu esforço de mudança. Você se sentirá mais ativo e com mais disposição para as tarefas diárias. Sua produtividade vai aumentar e, com ela, todos os resultados serão alcançados mais rapidamente.

  • Mude seus hábitos e viva tranqüilo

Essas medidas preventivas devem ser adotadas desde a infância. Toda a família deve participar e colaborar na melhoria da qualidade de vida. Uma vez que bons hábitos são adquiridos, fica fácil mantê-los. Controle do peso, dieta balanceada e prática de exercícios físicos regulares são medidas simples, que, quando implementadas desde fases precoces da vida, representam benefício potencial sobre o perfil de risco para doenças cardíacas e vasculares.

A presença de fatores de risco não-modificáveis, tais como homens com mais de 45 anos e mulheres com mais de 55 anos, parentes de primeiro grau com doença coronariana40 em idades prematuras (homens com menos de 55 anos e mulheres com menos de 65 anos), significa que é necessário um maior rigor no controle dos fatores de risco modificáveis.

Uma equipe de apoio com profissionais de especialidades diferentes como nutricionistas, enfermeiros, médicos e professores de educação física podem auxiliá-lo a seguir um programa preparado especialmente para você.

Também é interessante participar de grupos de hipertensos para conhecer pessoas que, na mesma situação, muitas vezes se adaptam de forma prazerosa às novas atividades. Também é uma ótima oportunidade para criar novos amigos.


 
Fontes:
Manuais de Cardiologia
III Consenso Brasileiro de Hipertensão Arterial5
V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial5

 

 

Quinze estratégias para reduzir o sal na dieta e evitar a hipertensão arterial

Quinze estratégias para reduzir o sal na dieta e evitar a hipertensão arterial

O excesso de sódio, ingrediente presente no sal de cozinha, é um fator que pode colaborar para o desenvolvimento da hipertensão arterial1. Existem várias maneiras de reduzir o consumo de sal, muitas com mudanças mínimas na alimentação. A Harvard School of Public Health preparou algumas dicas do que pode ser feito para melhorar a sua saúde. Aqui estão algumas delas.

  1. Reduza as porções de alimentos que você está acostumado a ingerir. Assim você consegue reduzir o sal e as calorias2 também, o que ajuda na perda de peso.
  2. Faça o seu prato colocando primeiro a salada, incluindo frutas, vegetais e grãos integrais. Tente colocar em pelo menos metade do prato estes alimentos.  O organismo precisa mais de potássio do que de sódio e muitas frutas e legumes são ricos em potássio.
  3. Escolha alimentos não processados e frescos. Evite salsichas, presunto, enlatados, pães embalados, biscoitos industrializados, etc. Prefira verduras, frutas e legumes da época. Assim você pode escolher o quanto de sal irá acrescentar aos alimentos e evitar o exagero dos produtos industrializados.
  4. Prefira gorduras e óleos de origem vegetal - como o azeite extra-virgem, óleo de canola, girassol ou soja - aos de origem animal.
  5. A maioria das pessoas não consegue detectar ao paladar uma redução de cerca de 25% na quantidade de sal na maioria das comidas e preparações. Pense nisso e coloque menos sal em seus pratos. Vá reduzindo aos poucos, a menos que você experimente e ache que uma mudança maior e imediata não causa grandes dificuldades na percepção do gosto dos alimentos.
  6. Você pode aprender a saborear comidas menos salgadas. Faça mudanças graduais e consistentes na sua alimentação por um longo período de tempo ao invés de mudar tudo de uma só vez. É mais fácil adaptar-se a um processo mais lento do que a uma mudança radical.
  7. Experimente temperos novos para substituir o sal. Tempere com ervas finas, alho, cebola, cebolinha, salsa, manjericão, folhas de louro, pimenta, alecrim, curry, hortelã, caldos de frutas cítricas, vinagre, azeites temperados com ervas e vários outros sabores interessantes. A comida pode ser preparada com arte e ter um sabor mais agradável do aquele de pratos preparados com o uso exagerado do sal de cozinha. Experimente e divulgue o que aprendeu. Você vai se surpreeender!
  8. Leia as etiquetas nutricionais dos alimentos. Procure aqueles com até 300 mg de sódio por porção ou não mais do que um miligrama de sódio para cada caloria3 do alimento. Atente para o tamanho das porções. Às vezes elas são muito reduzidas nestas etiquetas. Faça uma proporção, quando necessário.
  9. Mesmo produtos que não tenham “sal” propriamente dito em seus ingredientes podem ter um alto teor de sódio nas etiquetas nutricionais. Isto é muito comum em produtos industrializados. Há outras formas de sódio usadas no preparo de alimentos processados4 e todas contribuem para a quantidade total de sódio que você ingere. Alguns exemplos são: glutamato de sódio, citrato de sódio, bicarbonato de sódio e alginato de sódio.
  10. Compare produtos de diferentes marcas. O mesmo produto de marcas diferentes pode variar muito o teor de sódio no seu preparo. Escolha aquele com o menor teor deste elemento e que ainda assim tenha sabor agradável. Olhe as etiquetas dos pães embalados, refrigerantes, energéticos, cereais matinais, carnes, queijos, biscoitos, etc.
  11. É comum achar sanduíches em lanchonetes especializadas em fast-food que contenham 2.000-2.500 miligramas de sódio por porção – mais do que a recomendação diária de ingestão de sódio em um só lanche. Evite este tipo de alimento.
  12. Prefira grãos integrais aos pães ou sanduíches. Como geralmente comemos uma grande quantidade de pães feitos com farinhas brancas, eles colaboram para aumentar a ingestão de sódio na nossa dieta. Mesmo pães enriquecidos com grãos integrais, apesar de serem melhor opção do que os fabricados apenas com farinhas brancas, podem ter uma quantidade considerável de sódio.  Dê preferência a frutas com iogurte e granola no café da manhã, ou a uma salada com folhas, legumes, nozes, uma pequena quantidade de queijo, tomate e uma carne branca como frango ou peixe temperados com azeite de oliva extra-virgem e ervas finas no almoço e no jantar para substituir pães, arroz branco, macarrão com molho de tomate ou sanduíches.
  13. Prove antes de salgar os alimentos. O uso do saleiro é um hábito que pode ser modificado. Muitas vezes pegamos o saleiro para usar antes mesmo de provar a comida, só porque ele está em cima da mesa. Tente tirar o saleiro da mesa e busque o sal em caso de necessidade. Isto evita salgar o alimento em dose dupla.
  14. Durante o preparo dos alimentos, procure acrescentar o sal ao final do processo de cozimento. Os alimentos soltam o seu sabor próprio durante o cozimento.
  15. Ao invés de acrescentar sal à salada, prepare em um vidro uma solução de sal diluído em um pouco de água filtrada. Use um spray para temperar suas saladas.

 

 

Nova recomendação do governo americano: adultos devem consumir no máximo 1.500 mg de sódio ao dia para evitar danos à saúde

Nova recomendação do governo americano: adultos devem consumir no máximo 1.500 mg de sódio ao dia para evitar danos à saúde

Cerca de 90% dos adultos americanos consomem mais sal do que o recomendado pelos guidelines norte-americanos, o que pode contribuir para o desenvolvimento da hipertensão arterial1 e consequentemente de doenças cardiovasculares2 e renais. Por isso o governo americano quer reduzir a quantidade de sal ingerida para a nova recomendação de até 1.500 mg de sódio por dia para todos os adultos.

Comer muito sódio, um componente chave do sal, pode contribuir para o desenvolvimento da pressão alta, um fator de risco3 maior para a maioria das pessoas à medida que envelhecem porque está ligado a doenças cardiovasculares2 e problemas renais.

Cortar o sal da dieta é difícil, principalmente porque as pessoas não sabem onde ele se encontra. Segundo dados do Centers For Disease Control and Prevention (CDC), mais de três quartos do sal consumido (77%) está em alimentos processados4 e comidas de restaurantes. Apenas 5% é acrescentado aos alimentos durante o cozimento e 6% é proveniente do saleiro à mesa. Muito do sódio que ingerimos não está nas comidas que têm gosto salgado, como por exemplo pães embalados e pratos com frango.

Esforços prévios focaram em cortar o açúcar5 para reduzir a obesidade6 e reduzir as gorduras para ter um coração7 saudável. Depois de quatro décadas de tentativa de cortar o sal dos americanos e ver apenas o aumento do consumo, o governo está intensificando os seus esforços para reduzi-lo.

Um comitê do U.S. Dietary Guidelines, a ser publicado ainda este ano pelo governo federal americano, recomendou recentemente que todos os adultos restrinjam o consumo de sódio a não mais do que 1.500 mg por dia, o equivalente a dois terços de uma colher de chá de sal de cozinha, ao invés do limite atual recomendado para algumas pessoas de 2.300 mg ao dia. Para muitos, isso não representa uma mudança. O guideline dietético publicado a cada cinco anos já sugere o limite de 1.500 mg ao dia para pessoas com hipertensão arterial1, todos com mais de 40 anos de idade e negros, os quais têm um risco aumentado para desenvolver pressão alta – grupo que representa 70% de toda a população adulta.

Hoje em dia, adultos americanos consumem em média 3.400 mg de sódio ao dia, não incluindo o sal usado para cozinhar os alimentos ou o sal do saleiro à mesa, o que já é mais do que duas vezes a recomendação para a maioria das pessoas, de acordo com um estudo recente do CDC. Homens de meia idade estão comendo em média cerca de 54% mais sal hoje do que no início da década de 70. Para as mulheres o consumo aumentou 67% neste período.

A melhor maneira de reduzir o sal da dieta é cortar os alimentos processados4 e as comidas de restaurantes, comer produtos frescos e reduzir o tamanho das porções ingeridas. Os nutricionistas recomendam comer grãos integrais ao invés de pães – uma fatia de pão embalado pode conter 150 mg a 200 mg ou mais de sódio. Diminuir o sal gradualmente ajuda as papilas gustativas a se adaptarem ao gosto menos salgado dos alimentos.

Quando você comprar alimentos processados4, procure itens com menos de 300 mg de sódio por porção ou não mais de um miligrama de sódio por caloria8 do alimento, segundo alerta da Harvard School of Public Health.

Alguns consumidores mantêm o foco na redução de ingestão de gorduras e podem não notar que os alimentos que consomem, e pensam ser saudáveis, podem ter muito sódio.

Reduzir o sódio dos alimentos é difícil para os fabricantes, pois é um ingrediente barato, que não só melhora o sabor dos alimentos, mas os conserva por mais tempo e também mantém os queijos firmes.  Mesmo assim, várias empresas de produtos alimentícios estão reduzindo o sal gradualmente para que os consumidores não sintam tanto a diferença no paladar ou lançando novos produtos com quantidade reduzida de sal. Novas tecnologias também estão sendo usadas.

O organismo necessita de alguma quantidade de sal para funcionar apropriadamente, como para a manutenção do equilíbrio de fluidos e a importância do iodo presente no sal de cozinha para evitar problemas de tireoide9. O excesso de sódio é corrigido pelo funcionamento dos rins10, mas quando os rins10 não podem eliminar uma quantidade excessiva, o que sobra pode levar a um aumento do volume sanguíneo, aumentando a pressão arterial. A hipertensão arterial1 está associada a doenças cardíacas, derrame11, doenças renais e outros problemas de saúde.

Este é um problema de saúde pública. Falar para as pessoas simplesmente reduzirem o sal na dieta pode não ser o suficiente, pois isso não inclui apenas uma decisão pessoal. A indústria alimentícia precisa participar reduzindo o sal dos alimentos que compramos nos supermercados.

Fonte: Wall Street Journal – Personal Journal

 

 

O chocolate está associado a um risco mais baixo de "derrame" (acidente vascular encefálico - AVE).


Uma nova revisão sistemática de pesquisadores canadenses sugere que um alto consumo de chocolate pode estar relacionado a um risco mais baixo de acidente vascular encefálico (AVE) incidente e mortalidade associado ao AVE.

Os resultados de 2 estudos de coorte prospectivos evidenciaram, respectivamente, uma redução de 22% no risco de AVE naqueles que consumiram uma porção de chocolate por semana e uma redução de 46% na mortalidade por AVE pelo consumo semanal de flavonóides contidos em 50g de chocolate vs nenhum consumo. Um terceiro estudo não mostrou qualquer associação entre a ingesta de chocolate e o AVE ou morte.

Entretanto, o número de estudos observando esta relação foi pequeno, o autor principal, Gustavo Saposnik, médico, do St. Michael's Hospital e da University of Toronto, Canadá, disse à Medscape Neurology. "Precisamos de mais estudos prospectivos que identifiquem especificamente o tipo e a quantidade de chocolate, incluindo a quantidade de flavonóides incluída na composição do chocolate, para fazer conclusões mais válidas”, disse ele.

Os resultados foram divulgados antes de sua apresentação programada no próximo 62º encontro anual da American Academy of Neurology.

 

 

Alimentos com adição de açúcares estão associados a dislipidemia (alteração nas gorduras no sangue)

High Intake of Added Sugars Linked to Dyslipidemia Among U.S. Adults

 

Ingestão elevada de alimentos que têm adição de carboidratos está associada a um risco aumentado de baixo HDL-colesterol, que é o chamado "bom colesterol", de acordo com um estudo publicado no JAMA (Journal of the American Medical Association).

Os pesquisadores estudaram 6.000 adultos que participaram da Enquete Nacional sobre Saúde e Nutrição. Consumo de açúcar adicionado (por exemplo, xarope de milho com elevado teor de frutose e adoçantes calóricos usados em alimentos preparados) foram calculados de acordo com o consumo dietético relatado de 24 horas).

Em análises com ajustes, a chance de ter um HDL baixo e triglicérides elevados aumentou significativamente com a ingestão aumentada de açúcares adicionados. Por exemplo, comparados com adultos que consomem menos de 5% de sua ingestão calórica total de açúcares adicionados, aqueles que consomem entre 17,5% - 25% têm cerca de duas vezes mais chance de ter níveis de HDL baixos. 

Os pesquisadores não encontraram nenhuma associação consistente entre açúcares adicionados e LDL-colesterol.

JAMA article (Free)

American Heart Association's scientific statement on dietary sugars and cardiovascular health (Free PDF)

           

 

Hipertensão arterial: comum, causa de AVC - Acidente Vascular Cerebral (derrame) e infarto do miocárdio precoces e facilmente tratável.

 

A hipertensão arterial pode ser prevenida ou postergada com as medidas usuais tão disseminadas atualmente: dieta pobre em gorduras animais, rica em vegetais, com pouco sal, além da manutenção de peso ideal e atividade física regular (no mínimo, caminhadas de 30 min por dia, 5 vezes por semana).

Quando já instalada, e isso acontece em cerca de 20 a 25% da população adulta jovem e em 50% dos indivíduos com mais de 65 anos, frequentemente necessita de medicamentos, além das recomendações acima citadas.

Esses medicamentos são conhecidos há décadas, são seguros e raramente podem causar efeitos colaterais.

O Brasil está dentre os países com maior incidência de derrames (AVC). Um dos motivos mais importantes disso é o fato de que grandes parcelas da população não consideram importante o uso continuado de medicamentos desde que não apresentam sintomas - então pensam que, se nada sentem, não é importante tomar remédios continuamente. Infelizmente, ocorrido o derrame, frequentemente ficam sequelas, como por exemplo, paralisias, e aí não tem mais volta - a única esperança é a de se passar a tratar da hipertensão arterial para evitar *novos* derrames: o que já aconteceu tem efeito irreversível.

Pessoas com pressão arterial *na média* consistentemente igual ou superior a 140x90mmHg (ou, como se diz, 14 por 9) depois de 6 meses com as medidas acima citadas, devem tomar medicamentos para o controle da pressão. A imensa maioria dessas pessoas - 95% - precisarão tomar medicamentos continuamente, para sempre, se quiserem adiar as complicações causadas pela hipertensão arterial. O tratamento irregular ou intermitente da hipertensão arterial de nada adianta; é um modo de se perder tempo e dinheiro e nada se beneficiar.

Tratar a hipertensão arterial é a melhor forma de prevenir ou postergar derrames.

 

Melhora dos Sintomas da Angina: angioplastia ou implante de stent não são necessariamente melhores do que o tratamento com medicamentos.

 

Como já é conhecido, angioplastia com ou sem implante de stent na doença coronariana estável não tem nenhuma vantagem em termos de diminuição na incidência de infarto do miocárdio ou morte e sua principal indicação é o alívio da angina. Entretanto, alguns estudos realizados depois do aperfeiçoamento de determinados medicamentos sugerem que a angioplastia com ou sem stent não é muito melhor para a diminuição dos sintomas anginosos.

Em uma revisão sistemática de 14 estudos envolvendo 7818 pacientes com coronariopatia estável (sem sintomas progressivos), muitos com infarto do miocárdio prévio e a maioria com função cardíaca normal, com seguimento de 1 a 10 anos, mostrou que no final dos estudos 73% dos pacientes que se submeteram a angioplastia versus 64% dos pacientes que receberam somente medicamentos estavam livres de angina. Entretanto, nos estudos realizados depois do ano 2000 a diferença não era mais significativa (77% versus 75%).

O tratamento clínico com medicamentos deve ser otimizado antes de se enviar os pacientes para cateterismo e angioplastia / stents.

 

Referência.

Wijeysundera HC et al. Meta-analysis: Effects of percutaneous coronary intervention versus medical therapy on angina relief. Ann Intern Med 2010 Mar 16; 152:370.